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A inclusão social de populações periféricas no Rio de Janeiro e a ONU - Habitat

A projeção internacional gerada por sua participação no futebol seria um dos meios utilizados pelo Catar para construir seu soft power. O esporte é um dos meios pelos quais o país busca ganhar reconhecimento internacional

Segundo o jornal NEXO, "(...) o Catar é um país soberano do Oriente Médio,

situado na costa oriental da Península Arábica. Além de buscar o sucesso de

suas equipes nacionais, o governo do Catar também busca associar a imagem de seu país com times internacionais de sucesso.A projeção internacional gerada por sua participação no futebol seria um dos meios utilizados pelo Catar para construir seu soft power. O esporte é um dos meios pelos quais o país busca ganhar reconhecimento internacional, como por exemplo, através da organização de grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2022. Ações como essa proporcionam acesso de sua imagem a um mercado mundial de espectadores e consumidores, demonstrando poder econômico, político e cultural, além de referenciá-lo como um país cosmopolita, em modernização, mais próximo dos valores culturais ocidentais (ainda que apenas na aparência), elementos profundamente identificados com o esporte. Nesse cenário, o esporte funcionaria como um símbolo de modernidade, estabilidade e paz" (2)

As relações diplomáticas entre o Brasil e o Catar foram estabelecidas em 1974, três anos após a independência do Catar. Em novembro de 2011, foi realizada, em Brasília, a primeira reunião de Consultas Políticas Brasil-Catar. (1)

PROJEÇÃO INTERNACIONAL DO QATAR POR MEIO DO ESPORTE

Financiado pelo governo do Qatar, o programa “Vamos Nessa” foi implementado e testado pela primeira vez no Brasil em dezembro de 2017, após a assinatura de um memorando de entendimento entre o Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC) e o governo do Distrito Federal. O programa foi desenvolvido pelo UNODC em parceria com a Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer do DF e contou com apoio da Fundação Assis Chateaubriand (FAC) e do Instituto para o Desenvolvimento da Criança e do Adolescente pela Cultura e Esporte (Idecace).

Foto: UNODC.

Com duração de 1 ano, o programa envolveu 11 Centros Olímpicos e Paralímpicos do Distrito Federal e impactou mais de 1000 crianças e jovens. O programa “Vamos Nessa” possui abrangência global e também tem sido implementado na África do Sul, Colômbia, República Dominicana, Palestina e Quirguistão.

Com a proposta de usar o esporte para prevenir o crime e aumentar a sociabilidade entre jovens que vivem em situação de risco, o programa treina professores e profissionais do esporte e ensina os jovens a desenvolverem habilidades não somente esportivas, mas de convivência em grupo, comunicação, sociabilidade, comportamento.

Com a proposta de usar o esporte para prevenir o crime e aumentar a sociabilidade entre jovens que vivem em situação de risco, o programa treina professores e profissionais do esporte e ensina os jovens a desenvolverem habilidades não somente esportivas, mas de convivência em grupo, comunicação, sociabilidade, comportamento. O esporte é visto como uma ferramenta no processo educacional de crianças e jovens que se encontram em condições de vulnerabilidade.

No segundo semestre de 2018, o UNODC mobilizou 24 professores de esportes para implementar dez sessões do projeto com jovens de oito Centros Olímpicos do Distrito Federal, tendo como alvo 1 mil participantes. (3)

E, em dezembro de 2018, com o intuito de celebrar o encerramento do projeto, o UNODC promoveu o “Festival Vamos Nessa”. Cerca de 450 jovens do projeto em Brasília participaram de competições de futebol, futsal, polo aquático e de jogos a partir da metodologia “Vamos Nessa”, isto é, buscando um conjunto de atividades interativas, descontraídas e divertidas. Ao longo da execução do programa, professores de educação física foram treinados para disseminar a metodologia nos Centros Olímpicos e Paralímpicos de Ceilândia (Parque da Vaquejada e Setor O), Estrutural, São Sebastião, Planaltina, Recanto das Emas, Sobradinho e Samambaia.

          Nossa proposta foi sair um pouco da palestra, da sala de aula e utilizar o esporte como uma ferramenta para que os jovens, entre eles, tirem suas próprias conclusões a partir de algumas dinâmicas desenvolvemos com foco nos fatores de proteção e de risco, que levam as pessoas a experimentarem drogas, a se envolverem com episódios de violência e dinâmicas criminais. Muitas vezes é uma incapacidade de dizer não, é uma insegurança que as pessoas têm ao lidar com emoções, e a gente vai trabalhando várias habilidades para a vida, no contexto desses jogos, no sentido de que os jovens, a partir de suas próprias capacidades, possam encontrar respostas e saídas para esses problemas

explica Nívio Nascimento, coordenador do programa Vamos Nessa pelo UNODC Brasil.

23 DE JANEIRO DE 2020

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