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Prefeito de Fortaleza participou de videoconferência com diretor-geral da OMS

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por NATHAN XAVIER

Integrante do IDeF

13 DE JULHO DE 2020

Recentemente, o Instituto Brasil África (IBRAF) – organização voltada para a promoção do relacionamento entre o Brasil e as nações africanas – promoveu a videoconferência ‘Cooperação Internacional em meio à Pandemia: Soluções Conjuntas para a Saúde Pública’, que tratou do cenário global atual com base nas especificidades dos países do Sul Global. Promovendo assim, um debate sobre os impactos da pandemia no sistema de saúde, as consequências resultantes desse período e as diretrizes estabelecidas por meio da cooperação científica e técnica internacional.

Em entrevista ao jornal O Povo, João Bosco, presidente do IBRAF, ressaltou que o encontro teve o propósito de fomentar o diálogo, buscando expandir o horizonte de possibilidades para o enfrentamento da pandemia. "Sem diálogo é impossível encontrar boas respostas. A nossa maior agenda é apresentar um bom debate, respeitando as diferenças, mas com opinião e contribuição. O não diálogo traduz-se em números de mortes", destacou.

Sem diálogo é impossível encontrar boas respostas. O não diálogo traduz-se em números de mortes

O evento contou com a participação de Tedros Adhanom, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS); Roberto Cláudio, Prefeito de Fortaleza; Olive Shisana, assessora especial de políticas sociais da África do Sul; Jorge Chediek, diretor do Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul (UNOSSC); Jaouad Mahjour, diretor regional interino da OMS para o Mediterrâneo Oriental; e João Bosco, presidente do IBRAF – que atuou enquanto mediador.

Nenhum país, a despeito de tamanho ou recursos, pode gerenciar essa pandemia sozinho

Em sua exposição, Tedros Adhanom declarou que "nenhum país, a despeito de tamanho ou recursos, pode gerenciar essa pandemia sozinho. É necessário um esforço conjunto e solidariedade em todos os níveis”. Destacou também a importância de investimentos nos sistemas públicos de saúde, para que estes estejam preparados para cenários como o atual. “Nenhum país estava pronto, nem os países desenvolvidos. São necessários investimentos internos que nos preparem para o futuro, especialmente nas nações em desenvolvimento. São necessários investimentos na saúde pública”, acrescentou.

Por sua vez, o prefeito Roberto Cláudio compartilhou as experiências da cidade de Fortaleza em diferentes áreas de atuação, destacando a importância do diálogo com diferentes setores da sociedade como uma forma de proporcionar respostas às necessidades públicas. "Criamos um Comitê com diversas organizações e lá estão entidades privadas. Sabemos que o isolamento social traz problemas econômicos e sociais. É importante que as entidades privadas participem para compreenderem a gravidade do momento e que se engajem para nos dar suporte e soluções", declarou.

Fonte: Captura de tela do canal da IBRAF no YouTube

 Outro ponto abordado por Roberto Cláudio, foi a valorização do conhecimento científico, em que ressaltou a importância do fortalecimento das atividades de pesquisa e extensão desenvolvidas em universidades e centros tecnológicos. Isso porque, essas instituições possibilitam, por exemplo, testes de novos medicamentos, vacinas e inúmeros outros benefícios sociais nesse momento tão crítico. “Nós estamos aprendendo conforme vamos vivendo. Por isso é importante pautar nossas decisões com base na ciência. Do contrário, não há como realizar políticas públicas”, destacou.

Em seguida, Olive Shisana contribuiu para o debate exemplificando como as medidas tomadas pelo governo da África do Sul, como o lockdown e o fechamento das fronteiras, foram peças fundamentais para o achatamento da curva de contágio. “Que também foi influenciada pela atuação dos médicos cubanos, que com toda a sua experiência têm contribuído de maneira significa para o combate da pandemia”, afirmou.

As medidas tomadas pelo governo da África do Sul, como o lockdown e o fechamento das fronteiras, foram peças fundamentais para o achatamento da curva de contágio.

Tais afirmações estão alinhadas com a exposição de Jorge Chediek, que destacou que muitas nações têm ganhado notoriedade na partilha de boas práticas, especialmente entre os países do Sul Global. “A UNOSSC está mobilizando e conectando parceiros de diversos setores para proporcionar aos países o acesso rápido a informações relevantes, avaliações de demandas únicas, comparações de práticas e aprendizados por meio de intercâmbios sul-sul triangulares. Não devemos usar do protecionismo. Todos os países, em todas as circunstâncias, podem compartilhar soluções criativas”, explicou.

Muitas nações têm ganhado notoriedade na partilha de boas práticas, especialmente entre os países do Sul Global.

Fonte: Captura de tela do canal da IBRAF no YouTube

Por fim, conforme destacado por Bosco durante o encerramento do evento, “é preciso mantermos a ideia de solidariedade em nossas ações. Se andarmos juntos, podemos ir mais longe. Precisamos trabalhar juntos para estarmos preparados para o amanhã”.

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