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Leila Bijos fala sobre a importância da Cooperação Internacional entre Instituições de Ensino Superior

por ANTÔNIO MANOEL

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Integrante do IDeF

Leila Maria Da Juda Bijos atualmente é Professora Visitante da Universidade Federal da Paraíba. Também atuou como Professora Visitante do Baku International Multiculturalism Centre, no Azerbaijão, e na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Leila Bijos é Pós-Doutora em Sociologia pela Saint Mary´s University, Nova Scotia, Canadá, 2015/2016 e Doutora em Sociologia do Desenvolvimento pela Universidade de Brasília (2004). Outrossim, foi Pesquisadora Visitante da Universidade de Tsukuba, Japão, e da University of Hyderab, India. Ainda cima, possui experiência na ONU, onde trabalhou no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), no período de 1985-1999, com a execução e gerenciamento de projetos de pesquisa na área de governança e empreendedorismo. Por outro prisma, foi Coordenadora de Pesquisa do Centro de Estudos Estratégicos do Exército (CEEEx). Ademais, é especialista em Direitos Humanos pelo IIDH, San José, na Costa Rica e pela International Institut Des Droits De L´homme (Instituto Internacional dos Direitos Humanos), Estrasburgo, França. Por fim, Leila Bijos coordenou a abertura e a implementação do curso de Relações Internacionais na UniCEUB, pois é mestra em Relações Internacionais com foco em Cooperação Internacional.

13 DE JULHO DE 2020

Leila Bijos via LinkedIn

A Cooperação Internacional em nível federal é um pilar essencial para as relações internacionais, porém, qual a importância dos acordos de cooperação internacional entre instituições de ensino superior?

 

Quais são os impactos da mobilidade estudantil causados nos estudantes e na sociedade?


Leila Bijos - Então, nesse contexto, podemos citar a ampliação de conhecimento do aluno através da interação com outras culturas, povos, universidades e afins. Os impactos no aluno podem ser subjetivos como o amadurecimento pessoal, ou pragmáticos, como o aperfeiçoamento de um idioma ou o aprendizado de técnicas profissionais.

 

De forma reflexiva, a sociedade se beneficia com um cidadão mais tolerante, justo e, por muitas vezes, disposto em ajudar a sociedade. Ou seja, a sociedade ganha valores humanizados intangíveis. Para ilustrar, após ir ao exterior para estudar, um dos meus alunos fundou uma ONG para ajudar refugiados aqui no Brasil com aulas de Português e cursos preparatórios para o mercado de trabalho.

A mobilidade estudantil está parada devido à Covid-19. Mas para além disso, como está a cooperaçãp internacional entre IES nesse momento de crise?

 

Leila Bijos -  Nós perdemos o contato presencial, em contrapartida,

ganhamos muita dinamicidade. Quem está na linha de frente da

internacionalização das universidades, está participando de

congressos, seminários e palestras internacionais, está discutindo

os temas atuais e propondo inovações. Ou seja, a comunidade

internacional está interagindo intensamente. Outrossim, as

universidades estão organizando eventos, cursos, palestra e afins

para os alunos internos, assim como para a comunidade externa.

Sendo assim, a universidade se reciclou, organizou-se a fim de

manter o vínculo, mesmo que de maneira remota.

 

É sabido da vasta experiência da senhora em relação à cooperação internacional, pois a senhora passou, ao longo da vida acadêmica, por diversas de universidades tanto no Brasil como no exterior. Dessa forma, como avalias a internacionalização da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)?

 

Em princípio, estou muito contente em contribuir com a UFPB neste projeto de internacionalização da educação e interculturalidade. De acordo com o que fui informada, a UFPB possui centenas de acordos internacionais e, gradualmente estamos ampliando esses acordos.

 

 

Esses acordos são diversificados e beneficiam diversos cursos. Existem acordos com Estados Unidos, México e com quase todos os países da América do Sul. Temos alguns acordos na África e a massiva parte dos acordos estão na Europa. Além disso, estamos fechando um acordo com o Azerbaijão e, também, com o Cazaquistão e sempre buscando novas oportunidades.

 

Dessa forma, gradualmente, a UFPB está ampliando e consolidando esses acordos internacionais a fim de beneficiar ao máximo os docentes e os discentes.

 

A senhora acredita que o Brasil atingiu um nível proporcional de exportação e importação de conhecimento, ou não, o Brasil ainda é, essencialmente, um importador e recebedor de conhecimento advindo de países desenvolvidos?

Sendo sincera, a exportação de conhecimento do Brasil é muito

relevante para o mundo, pois nós temos um país riquíssimo em:

história, multiculturalismo, minerais, biodiversidade etc.

O conhecimento brasileiro é apreciado por especialistas do

mundo inteiro e nosso conhecimento é benquisto em qualquer

lugar.

 

Além do mais, acredito que o nosso país está mais preocupado

em levar conhecimentos, costumes e vivências daqui para o

exterior do que trazer a cultura e o conhecimento estrangeiro

para o Brasil.

Leila Bijos  - Bem, ao passo que assinamos um acordo internacional entre instituições de ensino superior, nós estamos gerando oportunidades de intercâmbio docente e discente. Desse modo, professores podem aprimorar seus conhecimentos e se aprofundarem em determinados temas por meio de cursos, palestras, ciclos, encontros, etc. Outrossim, os alunos têm a abertura para adquirir conhecimentos e experiências no exterior, tangíveis e intangíveis. 

 

Para ilustrar, eu já estive com meus alunos no exterior duas vezes, no Equador e no Panamá. Nós chegamos a fechar um acordo de cooperação. Aprendi bastante com essas viagens e me desenvolvi emocionalmente, o mesmo pode-se dizer dos meus alunos que estiveram tanto no Equador, quanto no Panamá.

         A sociedade se beneficia com um cidadão mais tolerante, justo e, por muitas vezes, disposto em ajudar a sociedade.

         A universidade se reciclou, organizou-se a fim de manter o vínculo, mesmo que de maneira remota.

         A UFPB está ampliando e consolidando esses acordos internacionais a fim de beneficiar ao máximo os docentes e os discentes.

           O conhecimento brasileiro é apreciado por especialistas do mundo inteiro e nosso conhecimento é benquisto em qualquer lugar.

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